Nossa consolação indizível na doutrina reformada da eleição (3)

Parte 3 de um sermão sobre Cânones de Dort 1.7 — preparado pelo pr. Wes Bredenhof

Agora, vamos considerar a base da nossa eleição.  Esta é a diferença mais importante entre os reformados e os arminianos.   Armínio e os seus alunos concordaram que há uma doutrina da eleição na Bíblia.  Porém há um problema na definição deles.  Hoje, se você encontrasse alguém dizendo que é um cristão e dizendo que ele acredita na eleição, você não poderia supor que ele acredita as doutrinas da graça.  Não poderia supor que ele acredita a doutrina da salvação reformada.  Os arminianos acreditam na eleição também.  O problema é na base da eleição.

Os arminianos acreditam que Deus é onisciente.  Ele conhece todas as coisas presente e futuro.  Portanto, eles disseram, antes da criação do mundo, Deus olhou no futuro.  Ele viu algumas pessoas que iria cooperar com a sua graça e crer em Jesus Cristo.  Deus escolheu eles na base do que ele viu que eles vão fazer no futuro.  Com os arminianos a base da eleição é fé prevista.

Contra essa crença, o Sínodo de Dort insistiu que a base da eleição é segundo o soberano beneplácito da Sua vontade e por pura graça.  Os artigos 9 e 10 no primeiro capítulo dos Cânones diz mais.  O artigo 9 rejeita a crença arminiana, a eleição não se baseia em fé prevista.  Então, o artigo 10 explica a crença bíblica, a eleição baseia-se no beneplácito de Deus.  Na graça dele, Deus decidiu salvar alguns.  Não porque eles são as pessoas melhores.  Não porque eles são as pessoas mais dignas.  Não porque eles têm uma fé forte.  Mas apenas porque Deus decidiu assim e a sua vontade é boa.

Os Cânones dizem isso, mas o que diz a Bíblia?  Efésios 1.4-5 diz em amor nos predestinou para ele…segundo o beneplácito de sua vontade. Atos 13.48 diz claramente também.  Quando Paulo e Barnabé pregaram o evangelho aos judeus, alguns acreditavam.  Porém outras muitas pessoas reagiram contra o evangelho.  Então Paulo e Barnabé foram para os gentios.  Atos 13.48 nos diz o resultado, Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.  Eles acreditavam porque foram destinados para a vida eterna — eles não foram destinados para a vida eterna porque acreditavam.  Meus irmãos, a fé vem por causa da eleiçao.  A fé não é a base da eleição.

A base da nossa eleição é no beneplácito e na vontade de Deus em Cristo.  Nos não podemos separar a nossa eleição de Cristo.  O trabalho dele na história está ligado com a nossa eleição na eternidade.  Amada congregação, vocês precisam entender:  não apenas Deus decidiu nos escolher na eternidade (antes da fundação do mundo), também ele decidiu a forma como a nossa eleição aconteceria na história, e que estariamos em Cristo.  A Bíblia ensina que todas as pessoas escolhidas por Deus são dadas a Cristo (João 10.28-29).  Todos os eleitos estão unidos a Cristo no tempo deles.  Eles serão guardados em Cristo.  Eles serão glorificados em Cristo.  Que conforto!

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Nossa consolação indizível na doutrina reformada da eleição (1)

Um sermão sobre Cânones de Dort 1.7 — preparado pelo pr. Wes Bredenhof

Amada congregação do Cristo,

Missões não são o objetivo final da igreja.  É a adoração.  Missões existem porque a adoração não existe.  A adoração é o objetivo final, não missões, porque Deus é supremo, não o homem.  Com estas palavras John Piper começa seu livro, Alegram-se as Nações.  Piper tem razão.  Queremos que Deus seja louvado, portanto nós nos preocupamos com as pessaoas perdidas, portanto nós oramos por eles, portanto queremos traze-las o evangelho.  Queremos dar toda a glória ao nosso grande Deus.

Os Cânones de Dort querem fazer o mesmo.  Os Cânones de Dort estão falando sobre a glória de Deus e querem trazer mais glória a Deus.  Os Cânones de Dort foram escrito para refutar alguns erros nas igrejas reformadas na Holanda.  Havia um pastor chamado Jacobus Harmenzoon (1560-1609).  Nós o conhecemos melhor como Armínio, seu nome em latim.  Armínio começou a ter questionamentos sobre algumas das doutrinas da Confissão Belga e do Catecismo de Heidelberg.  Especificamente, ele questionou a doutrina da eleição e outras doutrinas ligadas a ela.  Isto tornou-se uma controvérsia na Holanda.  Armínio morreu em 1609, mas ele teve alunos que continuaram seus erros.  O Sínodo de Dort foi convocado em 1618 para refutar esses erros.  Este Sínodo escreveu nossa terçeira confissão, os Cânones de Dort.  A palavra “cânone” aqui significa um julgamento da igreja.

Mas, o que foi mais importante para o Sínodo?  Nós precisamos ouvir o próprio Sínodo em sua conclusão.  A conclusão fala sobre a glória de Deus.  Os pastores deveriam ensinar essas doutrinas da graça  para procurar a glória do nome de Deus.  Tudo o que os pastores diziam, deveria ser para a glória de Deus e a edificação dos seus ouvintes.  Assim, aprendendo sobre essas doutrinas não é um exercício intelectual, mas um exercício de adoração.  Queremos aprender sobre essas doutrinas da graça, porque queremos que Deus seja glorificado.  Isto não é apenas para o ensino de nossos cérebros, mas inflamar nossos corações.  Podemos dizer, “A doutrina correta não é o objetivo final da igreja.  É a adoração.”

Assim, vamos considerar a doutrina da eleição neste sermão.  A definição da eleição é simples:  Deus nos escolhe.  As crianças podem aprender esta definição também.  Eleição significa que Deus nos escolhe.  Muito fácil.

Todavia, há algo a mais a dizer.  Precisamos ir do leite à carne.  Precisamos de fazer perguntas como, “Por que próposito Deus nos escolher?  Quando?  Por que?  Quais são os consequencias?”

Ás vezes, pensamos no Catecismo de Heidelberg como nossa confissão de conforto.  Porém, o tema de conforto está nos Cânones de Dort também.  Ele está em toda parte.  Primeiro capítulo, artigo 6, conclui dizendo que a doutrina da eleição proporciona consolação indizível às almas santas e tementes a Deus.  Com esse conforto, esta doutrina vai nos conduzir à adoração a Deus novamente.  Esta doutrina vai nos conduzir a viver por ele todos as dias.  Assim, vamos aprender sobre nossa consolação indizível na doutrina reformada da eleição.

Vamos considerar,

1. O tempo da nossa eleição

2. A base da nossa eleição

3. Os resultados da nossa eleição

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