Considerai atentamente Jesus — Heb. 3.1-2 (2)

Parte 2 de um sermão sobre Hebreus 3.1-2 preparado pelo pr. Wes Bredenhof

Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus, o qual é fiel àquele que o constituiu, como também o era Moisés em toda a casa de Deus.  Heb. 3.1-2

Nós não sabemos quem escreveu a carta aos Hebreus.  Há muitas teorias.  Alguns dizem Paulo, outros dizem Apollos, e outros dizem que qualquer outra pessoa.  Isto não é importante.  Mais importante é que, na verdade, a carta é não uma carta.  A conclusão de Hebreus parece ser uma carta ou uma epístola.  Todavia, o resto parece ser um sermão da igreja apostólica.

Hoje, quando ministros reformados começam os sermãos deles, eles dizem algo como, Amada congregação do Senhor Jesus Cristo.  Isso é nosso costume, contudo também é bíblico.  No Novo Testamento, vemos epístolas endereçadas às igrejas de uma maneira similar.  Quando você fala ao povo da igreja, você os chama o povo de Deus, a congregação de Cristo.  Eles são as pessoas que confessam o nome de Cristo.

Agora, o sermão que chamamos de Hebreus não começa desta maneira.  Mas em cada parte do livro, nós vemos o povo de Deus chamado desta maneira apostólica.  Por exemplo, aqui em nosso texto, no início do capítulo 3.

O autor chama os leitores (ou ouvintes) dele santos irmãos.  Estas duas palavras estão cheias de significado.  Santos irmãos — estas palavras ampliam capítulo 2.  No capítulo 2, os crentes são uma família espiritual.  Hebreus 2.11 diz, Pois tanto o que sanctifica como os que são sanctificados, todos vêm de um só.  Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos.

Amada congregação, aqui há uma verdade consoladora.  Somos membros da família de Deus.  Por causa de Cristo ea obra dEle, somos adotados como filhos de Deus.  Mas há mais.  Talvez você se pergunta por que ele diz irmãos e filhos.  Sei que em português irmãos e filhos muitas vezes inclui irmãs e filhas.  Em grego bíblico também.  Contudo, aqui é importante que entendemos a Bíblia bem.  Hebreus fala dos irmãos e filhos por uma boa razão.  Os irmãos e filhos são as crianças privilegiadas.  Ou homem ou mulher, vamos receber a herança de nosso Pai.  O que é essa herança?

Hebreus 1.14 diz vamos receber uma herança — nossa salvação.  Em outras palavras, sempre vamos viver em reconciliação com o nosso Deus e Pai no céu.  Este é eterno.  Ninguém pode roubar nossa herança de nós.  Também, nossa herança vai incluir o novo céu e a nova terra.  Deus vai nos dar um lugar onde vamos morar sempre.  Ele vai compartilhar esta terra conosco.  Nesta terra, teremos uma perfeita comunhão com nosso Deus.  Há uma herança gloriosa pelos filhos de Deus!

Parte 3

Considerai atentamente Jesus — Heb. 3.1-2 (1)

Um sermão sobre Hebreus 3.1-2 preparado pelo pr. Wes Bredenhof

Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus, o qual é fiel àquele que o constituiu, como também o era Moisés em toda a casa de Deus.  Heb. 3.1-2

Amada congregação do Senhor Jesus,

No seu livro Cristianismo sem Cristo, ministro e professor reformado Michael Horton identifica um problema importante com o cristianismo norte-americano.  Muitas pessoas esquecem Cristo eo que Ele tem feito.  Muitas vezes, Ele é ignorado completamente.  Outros autores identificaram o mesmo problema.

Sem dúvida, que foi ouvido antes.  No século XVI, os cristãos reformados disseram o mesmo sobre o cristianismo medieval.  O cristianismo medieval falaram sobre Jesus, com certeza.  Todavia, Jesus não era central.  Os sacerdotes não pregaram Jesus como Ele é revelado na Bíblia.  A igreja não acreditaram Jesus como Ele é revelado na Bíblia.  Assim, ouvimos Lutero dizendo, A verdade do evangelho é o primeiro artigo da doutrina cristã.  É necessário que nós sabemos que este artigo completamente, ensiná-lo aos outros — e você precisa bate-lo em suas cabeças.   Como diz Lutero, nós nunca devemos esquecer o evangelho.  Nós nunca devemos supor as boas novas.  Podemos nunca esquecer para pregar constantemente Cristo e Ele crucificado, o Salvador dos pecadores.

Meu propósito neste sermão é para dar encorajamento a partir da Palavra de Deus, para que vocês teriam fome de Cristo e o evangelho.  Meu propósito é para ajudar vocês, para que vocês iriam ver o que é mais importante.  Oro para que cada um de vocês sempre encontraria seu único consolo na vida e na morte no evangelho de nosso Senhor Jesus Christ.  Este é o lugar onde o Espírito Santo nos guia em nosso texto, Heb. 3.1-2.  Por isso, vos proclamo a Mensagem de Deus no seguinte tema,

Considerai atentamente Jesus!

Vamos considerar,

1.  Confessando que somos, mas o mais importante

2. Confessando a pessoa ea obra de nosso Salvador

Parte 2

Os livros apócrifos na Confissão Belga (3)

1561 BC Cover Page

Por que nós vemos essas referências apócrifas na Confissão Belga? As igrejas reformadas queriam ganhar os católicos romanos para a fé bíblica.  Em parte, é por isso que a Confissão Belga foi escrito.  A Confissão Belga é uma confissão missionário.  Guido de Brès fora um católico romano, assim ele sabia os livros apócrifos.  Ele pudesse usá-los para convencer os católicos romanos que a fé bíblica é verdade.  A Confissão Belga dele pudesse usá-los em alguns lugares onde eles concordaram com a Bíblia.

Versículo 4 do livro Bel e o Dragão concorda com a Bíblia.  Ele diz que Daniel adorou seu próprio Deus.  Sabedoria 5 concorda com a Bíblia também.  Este capítulo fala sobre o julgamento final.  Por um lado haverá condenação para os ímpios, por outro lado haverá bênçãos para os justos.

A explicaçaõ só pode ser que De Brès incluiu estas referências para ganhar os católicos romanos.  Ele estava dizendo, Olhem para esses livros que vocês acham que são cânonico. Eles concordam com o que estamos dizendo também.

Todavia, estas referências apócrifas foram logo removidos da Confissão.  Suspeito que estava muito confuso para os crentes reformados para ver essas referências na Confissão deles.  Ainda, podemos aprender algo importante dessa história — com certeza, a Confissão Belga foi escrito com um propósito missionário.

Os livros apócrifos na Confissão Belga (2)

Há uma citação dos livros apócrifos na Confissão Belga ainda hoje.  Ela é neste parte do artigo 7:

Não nos é permitido considerar quaisquer escritos de ho- mens, por mais santos que tenham sido, como de igual valor ao das Escrituras Divinas; nem devemos considerar que costumes, maiorias, antiguidade, sucessão de tempos e de pessoas, concílios, decretos ou estatutos tenham o mesmo valor da verdade de Deus, porque a verdade está acima de tudo. Pois todos os homens são em si mesmos mentirosos e “mais leves que a vaidade” (Sl 62.9).

As palavras a verdade está acima de tudo são do livro I Esdras (III Esdras na Vulgata e no artigo 6 da Confissão Belga), especialmente 4.41, Verdade é grande e mais forte de tudos.  Estas palavras foram um provérbio muito conhecido em latim no século XVI:  magna est veritas et praevalet.

Guido (ou Guy) de Brés escreveu mais do que a Confissão Belga.  E nos seus livros outros, ele fez umas referências aos livros apócrifos também.  Nos ultimos tempos escrevi um artigo sobre de Brés e os livros apócrifos para uma revista.  Este é um gráfico (em inglês, desculpe) resumindo minha pesquisa:

Guy de Bres and the Apocrypha Interessante, né?  Vou mais escrever amanhã novamente.      

Os livros apócrifos na Confissão Belga

No artigo 6 da Confissão Belga leremos,

Distinguimos esses livros sagrados dos apócrifos, que são os seguintes: III e IV Esdras, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, os acréscimos aos livro de Ester e Daniel (o cântico de Azarias na fornalha, o cântico dos três jovens na fornalha, a estória de Suzana, Bel e o Dragão), a oração de Manassés e I e II Macabeus.

A igreja pode ler e tirar deles instrução até onde concordarem com os livros canônicos. Mas não têm nenhum poder nem autoridade que possam confirmar pelo seu testemunho qualquer artigo da fé ou da religião cristã; muitos menos podem diminuir a autoridade dos livros sagrados.“Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas” (2Jo 1.10).

Com este artigo nós vemos uma diferença importante entre as igrejas reformadas ea igreja catolíca romana.  A igreja romana acredita que os livros apócrifos são inspirados pelo Espírito Santo também.  Eles os chamam de livros deutercanônicos ( a palavra <deutercanônico> significa que um segundo cânon) e não os livros apócrifos.

Todavia, as primeiras ediçoes da Confissão Belga tiveram algo interessante.  Este é o artigo 12 numa ediçao de 1561:

Confissão Belga artigo 12Na caixa à esquerda há uma referência, Daniel 14.4.  Porém no livro de Daniel na Bíblia, não há um capítulo 14.  Esta referência é para Bel e o Dragão, um livro apócrifo.

Ademais, vemos no artigo 37:

Confissão Belga artigo 37Na caixa à esquerda, há uma referência para Sapience 5.  Esta referência é para um livro apócrifo também, para Sabedoria.

Depois 1562, não vemos essas referências na Confissão Belga nunca mais.  Mas por que nós vemos elas nas primeiras edições?  Uma pergunta boa.  E você sabia que a Confissão ainda hoje tem uma citação dos livros apócrifos?  Onde e por que?  Vou mais escrever amanhã.