Guy de Brès e sua crença no purgatório

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Ontem escrevi sobre a biografia de Guy de Brès, o autor da Confissão Belga.  Enquanto estava na prisão, ante sua morte, muitas pessoas estavam vindo para visitar.  Alguns queriam debater com o pastor.  Um deles foi o comandante do castelo, onde a prisão foi em Tournai.  O seu nome foi Monsieur (Senhor) de Moulbay.  Ele era católico romano e queria debater teologia.  De Moulbay disse que o pastor reformado não acreditava no purgatório.  Isto é como de Brès respondeu:

Com licença, senhor, eu não estou com aqueles que negam o purgatório.  Porque acredito o sangue de Cristo ser o purgatório dos pecados daqueles que se arrependem e abraçam este benefício pela fé.  Mas não reconheço a queimando e assando das almas ensinado pelos sacerdotes.

De Brès continua a história:

Então ele respondeu com raiva.  Ele disse que poderia muito bem negar qua há um inferno.  Mas eu disse que acredito há um inferno para os pecadores e os ímpios, como a Palavra de Deus nos ensina, mas eu não acredito um purgatório como os sacredotes têm inventado, porque sobre isso as Escrituras nos nada ensina.  Então eles disseram que eu iria aprender sobre o inferno quando estava condenado.  Respondi que tenho o meu Juiz no céu e ele vai julgar algo diferente — e sobre o que estava confiante por causa da sua Palavra.

Não havia mais entre esses dois homens.  Depois deste discussão, de Brès foi transferido para Valenciennes.  Lá ele morreu em 30 de maio, 1567.

A Confissão Belga fala de forma semelhante como de Brès na prisão.  Leia o artigo 21,

Ele se apresentou em nosso lugar diante de Seu Pai, aplacando-Lhe a ira e satisfazendo-o totalmente pela oferta de Si mesmo sobre o madeiro da cruz, onde verteu o Seu precioso sangue para a purificação dos nossos pecados

No artigo 34 também,

Por isso, Ele ordenou que todos os Seus sejam batizados com água pura, “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19): dando-nos a entender com isso que assim como a água, derramada em nós, lava completamente a sujeira do corpo e assim como a água é vista no corpo do batizado quando derramada nele; o sangue de Cristo, pelo Espírito Santo, faz a mesma coisa no interior da alma.  Ele lava e limpa as nossas almas do pecado…

A crença reformada no purgatório é bíblico.  Além disso, ela dá conforto, porque ela fala da obra consumada de Cristo como o único fundamento para nossa salvação.

Biografia concisa de Guy de Brès

Guy de Bres in prison

Muitas pessoas reformadas reconhecem o nome de Guy (Guido) de Brès, porque ele escreveu a Confissão Belga.  De Brès nasceu em 1522, em Mons (hoje na Belgíca).  Os pais dele eram católicos romanos devotos, mas especialmente a mãe dele lhe deu uma educação religiosa.  Em 1547, de Brès foi convertido à fé reformada.  Neste tempo, houve perseguição dos protestantes nos países baixos, por isso de Brès teve de fugir para a Inglaterra.  Lá ele foi ensinado pelo reformador polonês, João a Lasco (Jan Laski).  Em 1552, de Brès retornou aos países baixos e tornou-se um pastor em Lille da igreja reformada.  Todavia, logo perseguição começou de novo e de Brès teve de fugir novamente.  Ele fugiu para a Alemanha e Suíça.  Ele morou um tempo curto em Frankfurt e então ele foi para Lausanne.  Lá mais ele foi ensinado pelo reformador Pierre Viret.  Ele foi para Genebra também e talvez foi ensinado por João Calvino.  A perseguição nos países baixos foram mostrando sinais de alívio em 1559.  Portanto, de Brès voltou lá novamente.  Neste tempo, aproximadamente, ele se casou Catherine Ramon.  Ela morou em Tournai, a cidade onde de Brès era um pastor na igreja reformada.  Além disso, neste tempo, escreveu a Confissão Belga.  Esta confissão não era uma confissão pessoal dele, mas uma confissão das igrejas, Todos nós cremos com o coração, e confessamos com a boca…(artigo 1).  Perseguição voltou mais tarde em 1561 com força.  De Brès teve de fugir novamente.  Ele fugiu para a França e lá morou por 5 anos.  Ele trabalhou como pastor e como capelão de um duque protestante (Henri Robert de la Marck).  Em 1566, de Brès voltou aos países baixos mais uma vez.  Ele começou a trabalhar como pastor da igreja reformada em Valenciennes.  Logo, todavia, as pessoas da cidade começaram a destruir as imagens nas igrejas católicos romanas.  O governo espanhol sitiaram a cidade.  O cerco durou até março de 1567.  De Brès fugiu, mas foi capturado e colocado na prisão, primeiro em Tournai, então em Valenciennes.  Enquanto estava na prisão, ele escreveu cartas para sua igreja, sua esposa, e sua mãe.  Além disso, ele debateu líderes católicos romanos como Bispo François Richardot.  Esses debates são ainda disponíveis em francês e alguns em inglês.  Finalmente, em 30 de maio (1567), Guy de Brès foi martirizado por sua fé.  Seu crime?  Celebrando a Ceia do Senhor contrário à ordem do governo.  Ele morreu, mas a Confissão Belga vive!  Além disso, bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor.  Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham (Apoc. 14.13).

Redenção particular

Synod of Dort

Este domingo, vou pregar sobre o tema de redenção particular (segundo capítulo nos Cânones de Dort, artigos 8 e 9).  Esta doutrina nos ensina que Cristo morreu pelos eleitos.  A cruz faz a salvação uma realidade, não meramente uma possibilidade. O sofrimento de Cristo é suficiente para pagar os pecados de todos, mas ele é só eficiente para pagar os pecados dos eleitos.  Estas são algumas passagens da Bíblia que vou mencionar no domingo:

João 10.11, Eu sou o bom pastor.  O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.

João 10.28, Eu lhes dou a vida eterna;  jamais perecerão, e ninguém pode arrebatar.

Mateus 1.21, Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.

Gálatas 1.3-4, …graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai

Mas, como nós entendemos Dia do Senhor 15 (Catecismo de Heidelberg)?  Ele diz:

P.37. O que você confessa quando diz que Ele “padeceu”?

R. Durante todo o tempo em que viveu sobre a terra, e especialmente no final, Cristo suportou no corpo e na alma a ira de Deus contra o pecado de toda a raça humana…

Dia do Senhor 15 esta não dizendo sobre a intenção da expiação.  Pelo contrário, ele esta dizendo sobre a extensão da expiação, da ira grande de Deus que Jesus sentia na cruz.  Portanto, dizemos, “suficiente para pagar os pecados de todos” (extensão), mas “só eficiente para pagar os pecados dos eleitos” (intenção).

Uma história do Brasil

TAM Boeing 767

Hoje, queria escrever sobre algo diferente.  Esta história aconteceu quando estive no Brasil nos ultimos tempos.  Ela aconteceu em Manaus no aeroporto.  Embarquei meu voô para Miami.  Todavia, quando vim para o meu lugar, havia uma mulher sentada.  Uma oportunidade para praticar meu português!  Disse a ela, “Com licença, a senhora está sentanda no meu lugar.”  Então, mostrei-lhe o meu bilhete.  Ela começou falar.  Mas ela falou rapido demais e por isso eu não entendi.  Disse a ela, “Desculpe, estou aprendendo português.  Por favor, fale mais devagar.  Devagar.”  Ela começou falar novamente.  Mas ainda eu não entendi.  Disse tudo de novo, “A senhora precisa falar mais devagar.  Eu falo só um pouco português.”  Um homem estava assistindo e rindo.  Ele me disse (em inglês), “Você não fala espanhol, né?”  A mulher era da Argentina, não do Brasil.  O homem sabia o espanhol e disse-lhe o problema.

Há Um Rio

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Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. — Sl. 46.4

Este Salmo fala de Jerusalém, “a cidade de Deus.”  Os filhos de Corá escreveram que em Jerusalém “há um rio.”  Mas se você conhece a geografia de Jerusalém, então você conhece que Jerusalém não tem um rio.  Jerusalém tem uma fonte (Giom) e umas enseadas decorrentes dessa.  Mas um rio?  Nem pensar.  Por que, então, este Salmo fala de um rio?  A resposta é sugerida na segunda parte do versículo, “o santuário das moradas do Altíssimo.”  Os filhos de Corá estão pensando do templo.  Na verdade, o templo não tinha um rio também.  Todavia, o templo tinha um riacho, um riacho “cujas correntes alegram a cidade de Deus.”  Um riacho de sangue estava fluindo do templo todos os dias.  Jerusalém tinha umas sarjetas onde este sangue correria.  Este sangue foi dos sacrifícios no templo.  Os sacrifícios falaram do perdão e reconciliação com Deus.  Portanto, os filhos de Corá escreveram de alegria na cidade de Deus!  Hoje, ainda há alegria na cidade de Deus e no templo, na igreja (1 Cor. 3.16), porque havia um riacho de sangue que fluía de Cristo (João 19.34).  Este Salmo fala da reconciliação com Deus e a alegria que o povo de Deus tinha no Antigo Testamento.  Eles tiveram alegria deles nas sombras e nós temos nossa alegria em Jesus.