As marcas da verdadeira igreja (5)

Pope Francis

Parte 5 de uma palestra sobre artigo 29 da Confissão Belga para o Encontro da Fé Reformada (Recife) no dia 1 de novembro 2013.

Se você vai genuinamente identificar a igreja; vocês precisam saber com o quê o Artigo genuíno se parece: e nós temos essas três marcas que ajudam a fazer essa relação; e se você não as tem na memória, quero urgir com vocês para que assim o façam.  São só três e não é difícil de memorizar, mas percebam que existem falsificações. Existem aquelas que a Confissão Belga diz que elas clamam para si o status de igreja de Cristo. Fala a respeito da falsa igreja de Cristo.

No passado alguns, meio que simplificaram a abordagem da Confissão Belga que é colocada aqui. Alguns dizem que existem duas categorias: a igreja ou é falsa ou é verdadeira. Uma ou outra, se uma igreja específica não tem as três marcas; então, ela tem que ser uma igreja falsa. Então, a igreja pode ter a pregação pura do evangelho, ela poderia ter a administração fiel dos Sacramentos, mas se ela falhasse na área de administração de disciplina; então, eles afirmam: “Ah! Então, essa é uma igreja falsa!” E isso que eles dizem, mas não é isso que a Confissão Belga ensina.

A Confissão tem uma outra categoria aqui que é frequentemente esquecida. Nos dias de hoje, não é muito popular, aceitável, utilizar esse tipo de linguagem, mas nós iremos utilizá-la de qualquer maneira: as seitas.  As seitas são aqueles grupos que clamam para si o status de igreja cristã, mas existe a ausência de uma área ou outra na sua existência. Agora, no contexto histórico de Guido de Brès, a maioria das igrejas Anabatistas eram consideradas seitas. É exatamente assim que Guido de Brès as identifica no seu grande livro a respeito dos Anabatistas. Eles não eram a igreja verdadeira, mas eles não eram também as falsas igrejas. Agora, para ser claro, crentes genuínos, que são verdadeiramente bíblicos, eles não pertencem às seitas. O lugar deles é nas verdadeiras igrejas do Senhor Jesus Cristo, eles devem ser chamados para fora das seitas. E todos nós temos a responsabilidade de nos separarmos das seitas; mas a falsa igreja está numa categoria que é dela própria.

É no final do Artigo 29, na falsa igreja, onde está a ênfase. Como é a aparência de uma falsa igreja? Primeiro ela tira a Palavra de Deus do lugar de primazia, ela ou coloca a Palavra de Deus no mesmo nível da palavra humana, ou a coloca debaixo da autoridade ou debaixo do local onde está a palavra humana. A verdadeira igreja mantém a doutrina do Sola Scriptura, em princípio e também na sua prática.  Sola Scriptura, somente a Bíblia; somente a Bíblia é a nossa autoridade para nos ensinar o que nós cremos e como nós vivemos. A falsa igreja sempre faz um tipo de matemática, é sempre mais: A Bíblia mais alguma coisa, a igreja diz a Bíblia mais o que os homens dizem, ou então ela vai dizer: A Bíblia mais as decisões da igreja. A falsa igreja não se submete ao domínio, ao jugo de Cristo, nós ouvimos essa expressão “o julgo de Cristo” na última vez, lembra-se: vem lá de Mateus 11. Esse domínio de Cristo são, exatamente, as instruções e os ensinos,  se submeter ao julgo de Cristo é aprender Dele. Mas percebe que a falsa igreja não quer aprender de Cristo, ela não quer pregar puramente o evangelho de Cristo; ela mistura o evangelho com o trabalho dos homens, das obras, ela vai dizer: olha, você vai precisa de Cristo para a Salvação, mas somente Cristo não. Percebe que é matemática de novo? É Jesus mais obras humanas, e quando vamos para os Sacramentos; de novo, a falsa igreja irá adicionar ou retirar de acordo como ela quer. Ela adiciona quantos mais Sacramentos ela quiser, e mesmo para aqueles Sacramentos que foram instituídos pelo próprio Cristo, ela diz coisas que não tem nada a ver, que não estão ordenados, mas Escrituras. Por exemplo, a falsa igreja adiciona cuspi ou óleo na administração do Batismo; ou então, tira o Cálice da comunhão na participação dos crentes. A falsa igreja é uma instituição centralizada no homem, de ponta a ponta.

E finalmente, mais um elemento essencial na identificação da falsa igreja:  a perseguição de crentes fiéis, de crentes genuínos.  Nós percebemos como a igreja verdadeira administra a disciplina naqueles que se desviam do caminho. A igreja falsa pune aqueles que são piedosos, aqueles que querem viver de acordo com as Escrituras, e que fala até dos caminhos errados e escusos que a falsa igreja está vivendo. E era exatamente isso que estava acontecendo em Atos 4.  A antiga igreja judaica tinha se tornado uma falsa igreja. Eles estavam perseguindo Pedro e João por pregarem o evangelho de Cristo. Eles disseram para ele: “parem de pregar!” Eles disseram: “calem-se com relação a Jesus!”. É isso o que a falsa igreja faz, ela não tolera o evangelho, e ela faz tudo o que ela pode para subvertê-lo, e para destruí-lo. A falsa igreja não consegue tolerar, suportar o Cristo revelado nas Escrituras. E se eles vão ter algum Jesus, eles vão ter o Jesus que ela inventou. Um Jesus criado por ela mesma.

Nos dias de Guido de Brès, todos conseguiam identificar quem se enquadrava nessa figura. A Confissão, obviamente, está se referindo à Igreja Romana, mas a igreja Católica Romana não é claramente endereçada; e essa é uma coisa boa! É bom porque essa identidade de falsa igreja não está restrita ao Papa e àqueles que o seguem. Já aconteceu de ter outras igrejas falsas no percurso da história, e continua havendo ainda hoje falsas igrejas. E pode até não ser legal ficar identificando falsas igrejas; mas nós precisamos falar a verdade. Mas, percebam, eu não estou aqui para dar uma lista de quais são as falsas igrejas, também não vou dar uma lista aqui para vocês de quais são as seitas que existem. Se vocês aplicarem corretamente o que encontramos aqui na Confissão Belga, a falsa igreja será fácil o suficiente de você detectar. Agora, percebam que identificar as seitas será um pouquinho mais desafiador, com um pouco de pesquisa, um pouco de reflexão e com muita oração, você certamente, chegará às conclusões que você precisa chegar.

Então, geralmente, pegamos uma lista de igrejas que estão em nossa cidade e marcamos: essa aqui é verdadeira, essa aqui é falsa, e essas aqui são as seitas.  O nosso chamado não é para fazer essa listinha, mas para identificarmos a nossa igreja local. Nós precisamos identificar a saúde da nossa igreja local. Podemos, cada um de nós, aqui clamar o status de Igreja Verdadeira de Cristo?  As marcas podem até estar lá? E rogo por amor de cada um de nós que essas marcas genuinamente estejam lá, mas se nós formos honestos em nossa análise vamos encontrar muitas coisas que estão marcadas, manchadas com o pecado. A verdadeira igreja de Cristo também é uma coisa: humilde. Ela admite as suas fraquezas e com a graça de Deus ela resolve ser ainda mais fiel. Uma pessoa uma vez, afirmou que a verdadeira igreja de Cristo não é um destino final como se alguém estivesse numa jornada. É mais no que diz respeito a uma direção na qual nós, enquanto cristão, desejamos trilhar na direção de Cristo. Uma vez que nós chegamos e que pensamos que finalmente nós chegamos naquele destino, uma vez que nós chegamos e dissermos que somos uma igreja perfeita, se nós não estivermos nos céus, nós estamos com um grande problema. Irmãos e irmãs, sejamos humildes! Lute para ser uma igreja verdadeira em fidelidade ao Senhor Jesus Cristo!

Mas, em outros momentos das nossas vidas, existem situações onde nós precisamos realmente fazer um julgamento.  Nós precisamos fazer o julgamento de outros que clamam para si o status da igreja de Cristo. E na sua providência, Deus nos coloca na condição de julgamento. Nós não estamos procurando essa situação, quando falei anteriormente, uma questão de educação ou uma mudança de trabalho, faz com que você mude de um local para outro, ou então, não de um lugar para outro, mas até de um país para outro. Pode acontecer até nas férias que você tira. Talvez, apesar de tanto você ter direcionado e ensinado seu filho, sua filha, pode ser que ele comece a se relacionar com alguém de outra igreja que se diz Cristão. Então, nessas circunstâncias teremos que aplicar judicialmente as instruções que encontramos no Artigo 29 da Confissão Belga. Nós encontramos as três marcas? E se não encontramos as três marcas, nós estamos lidando com uma seita ou com a falsa igreja? De qualquer maneira, nessas situações específicas que citei aqui você precisa tomar uma decisão.  Não é toda a igreja que clama para si o título de Igreja de Cristo que verdadeira é igreja, e de fato e muitas são muito perigosas para a sua vida espiritual. Ou até para a saúde espiritual daqueles os quais você ama.

Aprender a discernir estas marcas é uma parte importante do nosso crescimento enquanto cristãos. Em muitas áreas das nossas vidas precisamos discernir verdade do erro, e percebem que Satanás é o Pai da mentira, a Bíblia descreve como um leão que ruge, procurando alguém para devorar! Ele quer devorar você e os seus filhos, ele quer nos encurralar e nos levar para longe de Cristo; Cristo que somente Ele é o caminho a verdade e a vida. E uma das formas que Satanás nos encurrala para distante de Cristo é em termos uma visão relaxada e não comprometida com relação à igreja. Amados, estejam atentos, aprendam a discernir aquilo que é verdadeiro. Especialmente, no que diz respeito à igreja de Cristo.   Amém.

As marcas da verdadeira igreja (4)

Está indo na direção errada.  Vire-se agora.

Está indo na direção errada. Vire-se agora.

Parte 4 de uma palestra sobre artigo 29 da Confissão Belga para o Encontro da Fé Reformada (Recife) no dia 1 de novembro 2013.

A recusa em se aceitar uma vida impenitente é a terceira marca da igreja fiel. Em Mateus 18, o ensino do nosso Senhor Jesus a respeito desse assunto é muito claro: se um irmão ou uma irmã está vivendo em pecado, o povo da igreja genuína, da igreja verdadeira vai atrás daquela pessoa que está em pecado; e tenta trazê-la de volta da sua vida pecaminosa. Se ele está vivendo em pecado, isso significa estar vivendo um estilo de vida pecaminoso, e isso também pode incluir o crer em falsas doutrinas. A crença em doutrinas não bíblicas é um tipo também de descrença, e esse tipo de comportamento precisa ser chamado atenção. E se essa pessoa que foi admoestada, se ela não escutar, os presbíteros vão se envolver com a situação. E o processo de disciplina oficial na igreja, então, começa. E se aquele tipo de vida pecaminosa continua acontecendo, então eventualmente o que precisa acontecer é a excomunhão daquela pessoa. A pessoa é removida da igreja e do reino de Deus. Agora, o que é importante observarmos é que a disciplina na igreja é motivada por amor.  O nosso Senhor Jesus, Ele é o bom pastor, Ele ama o seu rebanho. Se uma das ovelhas se desvia, Ele vai atrás daquela ovelha e em amor, Ele tentará trazê-la de volta. E Ele primeiramente, faz isso através dos membros da igreja, através da disciplina mútua e depois através dos presbíteros, que é o que nós chamamos de disciplina oficial. Mas o ponto principal no processo da disciplina é a restauração. Lá fora, para muitos que se chamam de cristãos, a ideia de disciplina é algo que não é nem um pouco popular. As pessoas acham que é algo malvado, perverso, mas perverso e malvado é negligenciar a disciplina. Provérbios diz que os beijos do inimigo são danosos, mas as mágoas e as feridas de um amigo, essas são demonstrações de amizade. Se uma igreja não ama você o suficiente para mandar você para fora da igreja, se você estiver vivendo em pecado. Você certamente deve questionar se essa certamente é uma igreja de Cristo. Se os presbíteros não amam você o suficiente para lhe admoestar, será que eles são verdadeiros pastores da igreja de Cristo? Quero clamar a você que se você tiver dúvida a respeito desse assunto, vá aos seus pastores, vá a um de seus presbíteros e pergunte a eles isso diretamente: “você me ama o suficiente para me mandar embora da igreja, se eu estiver vivendo em pecado?”  E se eles não tiverem prontos para dizerem sim, então você precisa achar uma igreja diferente, uma igreja fiel.

E obviamente que nós precisamos analisar a nós mesmos; se você tem conhecimento de um irmão ou uma irmã que vive uma prática de não arrependimento dos pecados, será que você vai atrás deles? E pratica aquela disciplina mútua? Começa com você, e se eles não vão escutar você, você irá com outro irmão e irmã e, se aquilo ali falhar será que você vai, adiante, levar aquilo aos presbíteros da igreja? Você se importa o suficiente com seus irmãos para cumprir o que Cristo ensina em Mateus 18? E para nós presbíteros que estão presentes aqui, vamos se nós temos o amor de Cristo, sejamos então fiéis na administração dessas Chaves do Reino. Se nós verdadeiramente vamos ser a igreja de Cristo, nós a utilizaremos e nós devemos utilizá-las.

Basicamente, uma igreja verdadeira não é reconhecida por aquilo que ela diz a respeito das Escrituras, mas também pratica o que a Bíblia ensina. E a Bíblia somente é que precisa ser o fundamento daquilo que é a prática da vida da igreja, porque a Bíblia é a Palavra de Deus. Ele é o único cabeça da igreja, e somente Ele tem o direito de decidir os parâmetros da vida da igreja. Somente Ele pode dizer a igreja, o que ela deve crer, o que ela deve comunicar e o que ela deve praticar.

Se uma igreja está sendo fiel a Cristo em todas essas maneiras, então certamente, haverá frutos; e o fruto será visto em crentes que genuinamente confiam em Cristo somente para a Salvação. O fruto estará na vida dos crentes que genuinamente odeiam o pecado e que querem fazer aquilo que é o correto aos olhos de Deus. Eles amam a Deus, eles querem agradá-lo e querem glorificá-lo enquanto seus filhos. De fato, eles não são perfeitos ainda; sim eles ainda lutam, batalham com o pecado. E de fato, é a luta deles contra o pecado que os marcam como filhos de Deus nessa idade, nesse tempo. Mas eles olham para cristo, o povo de Cristo em Sua igreja está sempre fitando os olhos Nele. Ele, Cristo, é a única esperança deles para a salvação, a maneira como a Confissão Belga coloca essa verdade é belíssima; Ele diz que eles apelam constantemente para a morte, o sacrifício, a obediência e o sangue de Cristo. Em quem eles têm o perdão dos seus pecados através da fé neles. A verdadeira igreja é centralizada em Cristo, e assim também são os verdadeiros cristãos que fazem parte dessa genuína igreja.

Continua…

As marcas da verdadeira igreja (3)

batismo na IRB

Parte 3 de uma palestra sobre artigo 29 da Confissão Belga para o Encontro da Fé Reformada (Recife) no dia 1 de novembro 2013.

E observem que também conectado à pregação do evangelho está a administração dos Sacramentos.  Alguns até já descreveram os Sacramentos como uma pregação visual do evangelho. Os Sacramentos nos propõe a mesma mensagem porém com a mídia distinta. Na pregação, nós escutamos palavras; nos Sacramentos, nós vemos, tocamos, experimentamos selos e sinais. E percebem que selos e sinais também nos testificam a respeito do trabalho de Cristo. O Batismo simboliza e sinaliza a respeito da lavagem dos crentes através do Espírito de Cristo, a Ceia do Senhor simboliza e significa a morte do Seu Salvador e do Seu Sangue, o seu corpo quebrado e o seu sangue vertido por você e por mim. Tudo nos Sacramentos nos orienta também para a direção do evangelho.

Então a verdadeira igreja de Cristo também irá fielmente administrar todos esses Sacramentos, isso significa que vai ser administrado o Batismo com água pura para os crentes e para os filhos dos crentes. E eu entendo que esse ponto específico pode ser controverso para alguns. E eu também não tenho tempo para articular uma defesa longa do Batismo Infantil. Mas existem diversos pastores reformados e presbiterianos aqui e sei que se você perguntar a eles, eles estarão disponíveis para falar com você esse assunto. Também, o Batismo sendo administrado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo é um mandamento de Cristo. Batismo é administrado uma vez somente! Se Batismo diz respeito às promessas de Deus; consequentemente, isso é o evangelho que está nos sendo pregado. Então, uma vez só é suficiente! Deus simplesmente não mente.  A administração fiel dos Sacramentos inclui, obviamente, a Ceia do Senhor. Crentes comendo o pão e bebendo o vinho à medida que ali estão sendo alimentados por Cristo. Uma simples celebração rememorando aquilo que Cristo fez! Exatamente, como Cristo assim o instituiu.

E aqui, mais uma vez, nós podemos nos questionar como é que as nossas igrejas estão se comportando ou executando essa área. Nós temos, de forma fiel, administrado os Sacramentos? E essa pode ser uma pergunta não fácil de ser respondida! Porque simplesmente não é muito difícil você pegar um punhado de água, colocar na cabeça de alguém e dizer: “você está batizado em nome do Pai, em nome do Filho e em nome do Espírito Santo”. E também não é difícil imergir alguém e simplesmente ele está batizado. E também não é difícil simplesmente comer um pedaço de pão e beber um cálice de vinho. Essas são coisas que em si são fáceis de serem feitas. Mas, talvez, existem outras áreas específicas que estejamos escorregando; isso não quer dizer que estamos de fato escorregando; mas, no mínimo está potencialmente ai. E isso é porque na igreja estão sempre presentes homens falíveis, pecadores.

A Confissão Belga nos ensina que a igreja é composto por um corpo misto: Rm 9:6 porque nem todos os que são de Israel são, de fato, Israelitas”. É exatamente isso que confessamos nas Escrituras. Do mesmo jeito que, no Antigo Testamento, havia aqueles que tinham o seu coração incircunciso, dentre os seios dos judeus; também existem no Novo Testamento àqueles que não fazem parte da igreja. Mas mesmo assim, de forma exterior eles fazem parte da igreja. Esses são chamados os hipócritas; são as pessoas que usam uma máscara na igreja, são os atores. Eles conseguemutilizar o Sacramento do Santo Batismo quando eles secretamente vivem em pecado. Eles podem estar participando da Ceia do Senhor, quando em secreto cultivam uma vida pecaminosa. Você percebe que a igreja pode administrar os Sacramentos de forma fiel; mas não necessariamente todo mundo que está na igreja irá receber os Sacramentos de forma fiel. E obviamente quando este tipo de falha está presente tem um efeito de detrimento para a vida da igreja. E obviamente que hipocrisia é algo difícil de se lidar dentro da igreja porque pela sua própria natureza a hipocrisia está escondida. Nós podemos até suspeitar dela; mas queremos ser caridosos com nossos irmãos e irmãs. Se eles clamam serem cristãos, queremos tomar aquele clamor, aquela  afirmação de acordo com o que ela diz. Mas no seu ministério da Palavra, a igreja tem a obrigação de chamar a atenção daqueles que são hipócritas e colocá-los à prova. E deixa eu fazer isso agora.

Se você está vivendo em hipocrisia, se você está vivendo uma vida não arrependida e pecaminosa, se você tem mantido a prática de pecados que você ama tanto, e você simplesmente, se recusa a abandonar aquele pecado; você se recusa a se arrepender, você está debaixo da ira de Deus. Você não pode ser salvo, se você não se desviar, se você não se apartar do pecado, e simplesmente odiar o pecado. E fugir para Cristo para a segurança. E é exatamente ao tomar os Sacramentos, e ao mesmo tempo, persistir  em seu pecado, você está trazendo grande dano para você mesmo, e acumulando o julgamento de Deus sobre você. E não somente isso, mas você está causando grande dano para a sua igreja, Acã cometeu um pecado secreto, ele sim era um hipócrita, ele se passava por um cidadão Israelita de respeito, enquanto os tesouros de Jericó estavam lá enterrados na sua tenda e ninguém sabia disso; mas Deus sabia. E o que aconteceu é que o castigo de Deus caiu sobre toda a nação de Israel, a igreja no AntigoTestamento. E o mesmo tipo de coisa aconteceu na Igreja de Corinto no Antigo Testamento; em I Co 11, você pode ver o que aconteceu lá.

Continua…

As marcas da verdadeira igreja (2)

Pr. Adriano pregando um sermão

Parte 2 de uma palestra sobre artigo 29 da Confissão Belga para o Encontro da Fé Reformada (Recife) no dia 1 de novembro 2013.

Então se nós confessamos que a Bíblia ensina que a igreja é necessária a pergunta é: Como é, então, que nós reconhecemos uma verdadeira igreja de Cristo? Como ela se parece? Como é que podemos identificá-la? Talvez para muitos de nós nessa manhã essa pergunta não seja importante. E talvez isso seja porque cada um de nós aqui seja membro de uma igreja local em algum lugar. Mas ainda sim é importante que nós nos aproximemos dessa pergunta com também um pouco de autoexame de nossa parte. É importante que nós aproximemos dessa doutrina não para que nós sejamos orgulhosos e comecemos a dizer: “há que igreja maravilhosa eu tenho, que igreja maravilhosa que eu faço parte!” Mas, aproximamos dessa questão para examinar nossas igrejas, e ver como essas marcas se aplicam a ela. Será que a sua igreja local pode genuinamente reclamar para si o título de Igreja de Cristo? E essa sim, é uma pergunta que nós não podemos minimizar. Talvez alguém ainda esteja pensando o seguinte, o pensamento é:  “Já que eu sou membro daquela igreja, então aquela igreja só pode ser uma igreja verdadeira”. Isso é um pensamento falacioso. Esse tipo de argumentação é algo que flui de uma conclusão que não estar inclusa nas premissas: só por que você é membro de uma igreja específica não segue logicamente que aquela igreja da qual você é membro seja uma igreja verdadeira. E você não quer, de verdade, está confiante que você faz parte verdadeiramente de uma igreja que é a igreja de Cristo, portanto, nós precisamos aprender a habilidade de discernimento aqui.

Mas esse questionamento também é importante porque muitas vezes nós nos encontramos numa situação na qual nós precisamos encontrar uma igreja genuína, uma igreja verdadeira.  Talvez a sua necessidade de educação ou o seu trabalho vai levar você para um local onde não há uma igreja que você conhece e você ali precisa encontrar uma verdadeira igreja. E aí vocêcertamente precisará ter a habilidade para responder a essa pergunta: onde eu vou encontrar uma igreja genuína de Cristo?  Uma igreja onde você pode visitar e se for uma situação de longo prazo, você se tornará membro daquela igreja.

Mas, então, qual é a coisa mais importante em uma igreja? A Confissão Belga coloca a pura pregação do evangelho no topo da lista das evidências de uma verdadeira igreja. Quando João Calvino e outros teólogos reformados começaram a escrever acerca das marcas da igreja, eles sempre colocaram também essa primeira marca, a pregação genuína do evangelho.  E não é uma escolha aleatória. Como se essa marca pudesse ser escolhida como a terceira marca da lista e não fizesse diferença; ela foi colocada no primeiro local da lista com um motivo específico: ela é a primeira porque ela é a mais importante!

E esse procedimento revela um procedimento bíblico, em Gálatas, capítulo 1, essa é exatamente a abordagem que o apóstolo Paulo faz. Paulo, ele mesmo que havia pregado o evangelho da graça entre os Gálatas; mais tarde, outros vieram e começaram a pregar coisas distintas do que Paulo havia pregado. E esses falsos pregadores começaram a ganhar seguidores na igreja dos Gálatas. E Paulo começou ali a se maravilhou como é que as pessoas estavam seguindo esses pervertedores do evangelho. Então, escute o versículo 8: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos tenho pregado, seja anátema”. Que Deus amaldiçoe ao inferno qualquer pessoa que pregue um evangelho que vá além daquele que foi pregado pelo apóstolo Paulo. É exatamente isso que anátema significa, são palavras duras! Então, podemos fazer a seguinte pergunta: Como é que uma igreja pode ser verdadeira com relação à Cristo? Se ela tolera uma situação na qual o evangelho de Cristo não é pregado, como é que ela pode ser uma igreja genuína?

Mas, vamos dar um passo atrás e fazer uma outra pergunta: O que Paulo quer dizer com o evangelho? O que a Confissão Belga quer dizer quando ela diz que a verdadeira igreja, ela pratica a pregação pura do evangelho? O que ela quer dizer com isso? Uma vez atrás, teve um pastor que pregou o seguinte sermão, e o sermão estava cheio de uma lista de coisa, do tipo: não faça tal coisa, faça isso, não faça aquilo, você precisa fazer isso e fazer aquilo; mas em nenhum minuto ele falou a respeito de Cristo. Mas então ele disse: Como estou grato de poder mais uma vez pregar o evangelho. Mas ele não pregou o evangelho! O evangelho são boas novas, é o anúncio de algo de algo que alguém fez por nós. Leia Gálatas! Ao longo de todo o livro de Gálatas, Paulo contrasta a doutrina da justificação em Cristo somente contra a doutrina dos judaizantes. Os judaizantes diziam: os crentes precisam observar a lei para que eles sejam salvos por Cristo. Você pode até entrar em Salvação por graça; mas você permanecerá em salvação por obras. Mas o evangelho de Paulo prega que você só pode alcançar a salvação e permanecer na salvação pela obra que Cristo fez por você. O evangelho de Paulo é que Cristo pagou pelos seus pecados com o seu sangue.  O evangelho de Paulo é que Cristo conseguiu, por causa da sua obra na cruz do Calvário, desviar a ira de Deus que você merecia. Através de Cristo você não é mais um inimigo de Deus, mas um amigo de Deus. O evangelho de Paulo é que Deus fez Cristo se tornar pecado por nós para que em Cristo nós pudéssemos nos tornar a justiça de Deus. As boas novas é que em Cristo nós somos apontados, considerados como justos e santos. Nós somos inclusos dentro da família de Deus como seus filhos amados. Adotados por graça somente. Toda a obediência de Cristo pertence aos crentes, toda a morte de Cristo; é em Cristo que recebemos tudo o que foi perdido em Adão e ganhamos muito mais. Você percebe que o evangelho não descreve as coisas que nós fazemos para ganhar outras coisas da nossa maneira. Mas o evangelho é a respeito do que Cristo fez por nós, o que Ele fez para nos salvar das conseqüências que nós fizemos; é totalmente focalizado, centrado Nele, em Cristo.

E, é exatamente essa mensagem que uma verdadeira igreja vai apresentar, colocar diante dos seus membros; e também diante do mundo. É exatamente isso colocado como de primeira importância! Uma igreja sem o evangelho não é igreja, é mais como uma sinagoga, ou como uma mesquita, lugares onde você consegue algo com seus próprios esforços. Isso é que é importante!

E mais uma vez, irmãos, isso é que nos deve levar para um autoexame: “Estamos nós em uma igreja que pratica a pura pregação do evangelho? Se não estamos, precisamos ser confrontados com essa realidade. Se essa não é a realidade, você tem a responsabilidade de falar. Na minha igreja, no meu país, se eu não sou um pregador do evangelho, então as minhas ovelhas têm que me dizer se não estou pregando o evangelho. E eu sempre desafio a proceder exatamente dessa maneira. Eu digo para eles: olha, eu sou somente um homem. E se eu não estiver pregando o evangelho para vocês, por favor me digam! Mas se genuinamente temos ouvido a pregação do evangelho em nossas igrejas, primeiramente temos que nos apresentar em gratidão a Deus.  Gratos, primeiro, pela pregação do evangelho, pela mensagem do evangelho, também podemos nos apresentar em gratidão porque Deus nos deu um pregador fiel para nos apresentar essa mensagem. E nós também podemos continuar encorajando os nossos pregadores a continuarem pregando o evangelho. Mas nós também ainda temos uma outra responsabilidade:  a responsabilidade de crer no evangelho todas as vezes que nós o escutamos. É uma mensagem que precisamos escutar repetidamente, se a igreja está realmente fazendo o seu trabalho. E eu rogo a vocês não minimizem essa mensagem! Quando o evangelho está sendo pregado, não deixe simplesmente o evangelho passar… Não deixe o evangelho passar sem que você abrace-o todas as vezes que ele for pregado. Dizendo, esse Salvador que está sendo pregado é o meu Salvador.

Continua…

As marcas da verdadeira igreja (1)

doctor

Parte 1 de uma palestra sobre artigo 29 da Confissão Belga para o Encontro da Fé Reformada (Recife) no dia 1 de novembro 2013.

Você tem estado no médico recentemente? Se você tem visitado médicos recentemente, você pode está agradecido pelo bom treinamento que os médicos nessa Idade Moderna recebem.  De volta ao século XIX, essa realidade na questão médica era bem diferente. As escolas médicas eram mais motivadas por dinheiro do que por qualquer outra coisa.  Qualquer pessoa podia se tornar médico depois de estudar somente dois anos. E foi exatamente um relatório por uma fundação chamada Carnegie em 1910 que, transformou essa realidade. E esse relatório ajudou a modificar a realidade da saúde no Canadá, nos Estados Unidos e pelo mundo. E uma das recomendações cruciais desse relatório dizia respeito às Escola Médicas, e ao ordenamento das classes distintas de médicos.  Eles deveriam ter pelo menos quatro anos de treinamento para se tornar médicos. O primeiro ano deveria ser dedicado a um entendimento de: como é que um ser humano saudável pode ser reconhecido de dentro para fora, do interior para o exterior. E o segundo ano, deveria se especializar em questões referentes às doenças, patologias, no estudo das doenças, daquilo que é anormal na realidade do corpo humano saudável. E, aparentemente, as escolas médicas, de formação médica, continuam seguindo essas mesma estruturas até hoje. Primeiro, você aprende o que é ser normal e ser saudável, e aí é que você começa aprender sobre o que é anormal e sobre o que não é saudável, sobre o que é ser doente.

E no Artigo 29, a Confissão Belga aplica exatamente o mesmo procedimento. Nós estamos considerando o que é a Igreja de Cristo, e onde podemos encontrar a Igreja de Cristo. Então se a igreja é tão importante, tão necessária, torna-se então crucial que nós entendamos quais são os critérios para que nós possamos encontrá-la. É muito importante que nós tenhamos ferramentas para detectar o que é que a igreja de Cristo verdadeiramente é, e o que é que ela não é. Então, resumindo o ensino bíblico, a Confissão Belga nos dá essas ferramentas para fazer essa identificação. Então, nós vamos aprender como identificar a coisa real, a Igreja real, e também como identificar a igreja verdadeira pelo que é falso, então nós vamos,aprender a discernir, a identificar o que é a igreja.

Mas eu quero me livrar de uma coisa específica logo no início. Tem alguns que dizem, “Há, a Confissão Belga foi escrita muito tempo atrás!” E eles realmente tem razão.  Ela foi escrita há muito tempo atrás, ela foi escrita em 1561; mas o argumento é de que naquele tempo as coisas eram muito diferentes, eram muito distintas. E ai o argumento é: “No tempo lá do Guido DeBrés, que compôs o texto, as coisas eram muito simples, você só tinha a Igreja reformada, e só tinha a Igreja Católica Romana. E era muito fácil identificar qual era a diferença entre as duas, entre a Reformada e a Católica Romana.  Você tinha,então, a Igreja verdadeira e a Igreja falsa; então, fica muito fácil e ninguém consegue confundir as duas. Era simplesmente preto e branco, mas, então, o argumento continua dizendo, “Isso foi a 450 atrás, e as pessoas levam o argumento a diante dizendo, “hoje as coisas são bem diferentes, hoje nós temos tantas igrejas ao nosso redor, e ai não é tão fácil como naquele tempo de discernir qual é a igreja falsa ou verdadeira”. E eles concluem dizendo que o artigo 29 da Confissão Belga não é tão útil para nós, hoje, na nossa Idade Moderna.

Tem um pouco de verdade nessa afirmação. Mas, de fato esse tipo de ideia, de argumento é uma super simplificação exagerada. Deixa eu falar um pouco para vocês sobre a realidade histórica: Guido de Brés e também os reformadores estavam circundados ali, não somente, pelos romanistas mas também por muitas outras igrejas distintas. Por exemplo, na Holanda haviam igrejas Luteranas nos dias em que a Confissão Belga foi escrita. É verdade que não tinham muitas, mas elas estavam lá. Guido de Brés tentou realmente se unir a essa igrejas. E também tinham os anabatistas, e é importante lembrar que os anabatistas não eram um grupo unidos.  Não tinha uma única igreja anabatista, não é o tipo da situação que você vai para uma cidade encontrar a Igreja anabatista da cidade tal. Eventualmente, os Menonitas se tornaram o grupo mais evidente dentro do anabatismo. Mas, nos dias da Confissão, haviam dezenas de grupos diferentes dentro do movimento anabatista. Guido de Brés escreveu um livro enorme a respeito dos anabatistas, é muito mais de novecentas páginas, o livro.  E, naquele livro, Guido de Brés reconhecia já que havia uma grande diversidade no meio dos anabatistas. E ele cita diversas, ele mesmo reconheceu então naquele texto que havia grande diversidade entre os anabatistas. Alguns deles eram equivalente aos pentecostais modernos, outros grupos eram equivalentes aos Batistas de hoje. Muitos, também tinham pouquíssimo respeito à palavra de Deus, outros consideravam de verdade as Escrituras como verdade infalível. Em alguns grupos anabatistas você ainda conseguia escutar a pregação genuína do evangelho, mas entre outros você iria escutar, na maior parte das vezes, legalismo, moralismo, era essa a pregação, ou talvez bons conselhos. Muitos chegavam ao ponto de negar à doutrina da Trindade, eram classicamente reconhecidos como hereges, já outros eram comparativamente ortodoxos no que diz respeito a diversos pontos no que diz respeito à doutrina cristã. E o meu ponto é simplesmente esse, que ninguém pode afirmar que, no contexto histórico daquele tempo, o cenário era preto e branco como este, era somente Igreja Reformada e Roma, não era dessa maneira! É como eu já disse tem um pouco de verdade aqui, e essa verdade é que hoje existe um número ainda maior de igrejas se declarando como igrejas de Cristo. Mas negar que existia qualquer tipo de diversidade no século XVI é simplesmente equivocado, errado. Então, nós podemos concluir, creio que vocês vão concordar comigo que o Artigo 29 da Confissão Belga não perdeu a sua utilidade, ela fala para nós, e vem de um contexto e ela continua a falar para nós o nosso contexto atual onde o mesmo tipo de diversidade continua a existir. Entretanto, hoje, essa diversidade existe num grau muito maior. Então, certamente, essa pode ser e continua sendo a confissão de diversas Igrejas Reformadas ainda, hoje, no século XXI.

Continua…

Fora da igreja não há salvação (4)

Parte 4 de uma palestra sobre artigo 28 da Confissão Belga para o Encontro da Fé Reformada (Recife) no dia 1 de novembro 2013.

Uma formiga de fogo.

Uma formiga de fogo.

E finalmente, temos uma obrigação de serviço para outros crentes na igreja. A igreja também é um local necessário para que haja o exercício da comunhão dos santos. É exatamente no contexto da igreja que crentes que tem fé semelhante que eles ali encontram uns aos outros, e é ali onde eles juntos vivem como irmãos e irmãs no Senhor.   É esse local onde os cristãos são chamados e encorajados para viverem uns com os outros como membros do mesmo corpo.

E a intenção de Cristo é que cada igreja local se comporte como um família, uma família na qual os membros daquela família conhecem as necessidades uns dos outros. Uma família onde eles aceitam uns aos outros. Uma família onde eles contam uns com os outros e onde eles esperam que uns contem com os outros; e, acima de tudo, amem uns aos outros. E como nós sabemos que tudo isso é a intenção de Cristo? Nós simplesmente podemos extrair isso da linguagem familiar, das ilustrações de família que Cristo utiliza para falar da igreja; quão frequentemente encontramos a palavra irmão. E obviamente através do termo irmão, irmã, irmãos e irmãs são frequentemente citados. Nós podemos não ser geneticamente relacionados, mas em Cristo todos nós somos todos espiritualmente relacionados, todos nós somos espiritualmente relacionados.

E nós precisamos uns dos outros e dos dons que Deus nos deu para servirmos uns aos outros. Em Efésios 4, a igreja é descrita como o Corpo de Cristo, nós também encontramos esse mesmo tipo de linguagem em outros locais da Bíblia. Em Efésios 4, Paulo continua e ele fala a respeito das diferentes funções que cada um tem na parte do corpo.  E o corpo é mantido junto por todas essas partes distintas.  É através do amor e da união do corpo que as partes do corpo crescem e florescem. Mas o que é importante entendermos é que para que o corpo cresça precisamos das partes; e ele precisa de que essas partes estejam trabalhando em perfeita harmonia uma com a outra. Sem essas partes o corpo começa a se desfazer; então, em outras palavras e que os crentes que são membros da igreja estejam ali exercendo os seus dons e os seus talentos; fazendo aquilo tudo para o bem estar dos outros membros. E, na igreja, nós temos um chamado com respeito ao mundo caído. Nós queremos ser igrejas que praticam a grande comissão, mas também nós temos um chamado uns para com os outros. Nós queremos sobreviver enquanto igreja. E mais do que isso queremos lutar tanto individualmente como corporativamente.

Certamente, vocês já tenham escutado sobre as formigas de fogo, e provavelmente muitos de vocês já viram formigas de fogo. Vocês sabem como a mordida delas é miserável! Mas sabe que tem uma coisa muito maravilhoso acerca de formigas de fogo! Aprendi isso, recentemente, escutando um programa de rádio. Não vi isso pessoalmente, a não ser pelo youtube! Quando as temporadas de cheias chegam. Obviamente, que diversas partes da região amazônica elas se enchem. E não tem tempo das formigas de fogo, de elas fugirem para escapar das águas que sobem. Você sabe, nessas circunstâncias, o que as formigas de fogo fazem? Elas se juntam para formar botes; elas juntas constróem com seus próprios corpos um bote; e são botes enormes de centenas e até milhares de formigas de fogo. Individualmente aquelas formigas iriam simplesmente afogar-se; ou talvéz, com muita dificuldade flutuar. Mas é quando elas se juntam que elas sobrevivem. E aí obviamente quando as águas das enchentes vão embora elas podem sobreviver. Mas elas dependem uma das outras para sobrevivência. E é exatamente esse o desenho, o projeto de Cristo para a igreja.  Ele quer que crentes, eles estejam unidos para que eles possam sobreviver ao ataque de seus inimigos mais nocivos. Inimigos como o diabo, o mundo e como a nossa própria carne.

Percebam que a igreja não é opcional para cristãos, a igreja não é algo que somos nós mesmos que anexamos à fé cristã. Alguma coisa legal até, mas que não é necessária. Se nós declaramos em acreditar o que verdadeiramente ensinam as Escrituras, se nós verdadeiramente cremos que a Bíblia é o nosso fundamento, então nós precisamos da igreja. Precisamos do Corpo de Cristo quando ele se manifesta em congregações locais, seja ele qualquer lugar que essa manifestação aconteça. Nós precisamos da igreja! E nós, não somente, precisamos da igreja, nós também podemos ser gratos porque Deus nos deu aquilo que precisamos. Ele nos deu, nos proveu com uma família espiritual onde juntos podemos crescer enquanto família. Oh! Irmãos e irmãs, vamos amar esse grande tesouro que o Senhor nos deu que é nossos irmãos e irmãs! Vamos continuar a fazer o uso contínuo e fiel do ministério da igreja! E vamos continuar a utilizar os nossos dons e talentos na igreja. É por amor e serviço uns aos outros. Amém!